segunda-feira, 6 de junho de 2016

Um olhar pitagórico sobre a aceitação dos LGBTs

Os seres-humanos são caracterizados pela sua estranheza e pela profusão de comportamentos e ideias que nascem em sua consciência. E com relação a isso, toda sociedade possui comportamentos que ela aceita e que ela rejeita e isso parece ser universal. Os comportamentos que ela aceita é o que caracteriza de fato o que aquela sociedade é.

Mas naturalmente o mundo não parece ser tão preto no branco assim. Entre o que uma sociedade formalmente aceita por meio de leis e costumes e o que ela prontamente rejeita, por meio de leis e costumes, há diversas nuances.

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A título de exemplo, países muçulmanos rejeitam o álcool, mas isso não impede que bebam pra caramba de forma escondida. 

Há costumes e práticas que não são aceitas pela lei, mas sim pelo costume. Como exemplo, na nossa sociedade rejeitamos o sexo com menos de idade, mas isso não impede que no Nordeste brasileiro seja comum o casamento de meninas com treze anos. A lei diz uma coisa e o costume outra.

Há outras situações em que a lei e o costume rejeitam, mas ainda assim é praticado, como o estupro feminino. Neste caso, há diferentes sanções para os indivíduos que cometem estes atos.

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E por fim, há costumes e práticas que certas sociedades condenam e não são praticados de jeito nenhum, ou só de forma muito residual, como no caso do canibalismo e do incesto.

Como vemos, a diversidade sexual em muitos casos esteve na categoria de coisas que existiam, eram condenadas pela lei e pelo costume e tinham diferentes graus de sanções.

Há ainda muito o que falar sobre isso, como a diferença entre as aceitações nos espaços públicos e privados, mas por agora, essas explicações já são suficientes. 

Neste texto gostaria de propor um olhar pitagórico sobre os costumes e comportamentos que são aceitos e rejeitados pela sociedade.

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Pitágoras dizia que tudo que existe é vibração e esta pode ser positiva ou negativa. Este negativo não se traduz em algo ruim ou maléfico, mas tão somente na qualidade vibratória. Em outras palavras, a condição negativa é aquilo que é penetrado e a condição positiva é aquilo que penetra.

Na minha humilde visão de místico com influência das ciências sociais, quando uma sociedade "aceita" determinados comportamentos, ela é condição negativa para aquela vibração, ou seja, ela é receptiva a determinados comportamentos. 

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A título de exemplo, nossa sociedade aceita o álcool. Ao sermos penetrados pela vibração da cerveja, do vinho, passamos a absorver que isso é socialmente aceitável e em outras situações, ao bebermos uma cerveja ou um vinho, nos tornamos ativos nesse processo. Aquela vibração da cerveja e do vinho é armazenada em nós e passamos a atuar com ela.

Em outras situações, no entanto, nossa mente não está receptiva, ou seja, não é penetrada por uma determinada ideia e reagimos quando nossos sentidos se confrontam com ela. Esse é o caso de uma sociedade que rejeita as homossexualidades e vê um casal gay na rua. A reação é imediata. Em outras palavras, a homoafetivossexualidade é uma nota vibratória que não é tocada por determinado grupo humano

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A tese principal deste texto é que os comportamentos que são aceitos e reproduzidos por determinadas sociedades são, em termos pitagóricos, como notas que são ou não tocadas pelas sociedades e que no final compõem uma sinfonia. 

Assim, há sociedades que na composição de sua sinfonia particular permitem que sejam tocadas determinadas notas vibratórias, seja ela do alcool, da corrupção, da homossexualidade, das drogas, do casamento entre primos, do liberalismo, do catolicismo, do protestantismo e de tudo mais. As ideias e comportamentos que existem no seio da sociedade são como se fossem notas vibratórias tocadas para compor a sinfonia predominante daquele grupo. Seria isso que comporia uma chamada civilização ou sociedade.

Reparem que algumas sociedades são mais aptas a trabalharem com determinados instrumentos, experimentarem novos instrumentos, usarem notas diferentes e criar novas músicas. Estas são as chamadas sociedades abertas.

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Outras sociedades tocam sempre as mesmas notas, reproduzem os mesmos instrumentos religiosamente e são bem conservadoras com relação à novas ideias/ notas vibratórias e plenamente as rejeitam. São as chamadas sociedades fechadas ou tradicionais.

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Por fim, quero dizer que pessoalmente creio que a aceitação dos LGBTs na sociedade representa que determinada sociedade passou a permitir que sejam tocadas determinadas notas vibratórias em sua música particular. Essas notas vão trazer certas características a esse grupo humano/ sinfonia. Elas serão muito mais ricas em instrumentos e notas, bem como serão musicalmente muito mais complexas do que aquelas sociedades que só permitem que sejam tocadas duas notas, a do homem e da mulher heterossexuais moldados á maneira fordista. 

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Toda luta social em torno da causa LGBT será uma tentativa de inserir notas vibratórias na sociedade. 

Gostaria de sugerir que o leitor meditasse sobre essa nova forma de ver os comportamentos humanos socialmente aceitos e rejeitados, fazendo uma associação com os conceitos de vibração, notas musicais e sinfonia. Garanto que reflexões interessantíssimas surgirão daí.

Amor e Paz

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