terça-feira, 13 de setembro de 2016

A aceitação e inclusão dos LGBTs e o florescer de uma sociedade

Atualmente é cada vez mais comum ouvirmos falar em sociedades abertas ou fechadas. Parece que os velhos conceitos de "países centrais e periféricos", "países capitalistas e socialistas", "Terceiro Mundo ou Primeiro Mundo" etc, se não nos deixaram completamente, são cada vez menos usados. 

Mas o que, afinal, seria uma sociedade aberta? A meu ver, uma sociedade aberta é essencialmente aquela que está aberta ao debate público, às novas ideias, a novas reflexões metafísicas, possui uma imprensa livre, está receptiva às inovações tecnológicas, pode questionar a legitimidade e a autoridade de seus poderosos, e está receptiva à mudanças nas leis e costumes.

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Parece que nos dias de hoje é nas democracias modernas que uma sociedade pode encontrar uma estrutura sólida para a construção de um mundo/ mentalidades mais abertos.  

Naturalmente essa abertura social tem seus perigos, como perda de sua característica, falta de referenciais, perda de suas tradições e a infiltração de agentes destrutivos. No entanto, as inovações que sociedades abertas nos trazem, parecem compensar tudo isso.

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É importante ressaltar que nenhuma sociedade é 100 % aberta ou fechada, mas quando falamos nestes conceitos estamos falando apenas em predominâncias e tendências. Isso posto, é inegável que as sociedades ocidentais parecem estar, no momento presente, muito mais abertas do que outras sociedades do mundo. 

E o que as sociedades abertas têm a ver com os LGBTs?

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Tudo, pois foi no seio das sociedades abertas que conquistamos nosso espaço. Não é possível negar que em sociedades fechadas, tradicionais e que primam pela reprodução social dos costumes, das práticas e das crenças, nós não tenhamos, em geral, espaço nenhum. 

Ao longo da História, as sociedades abertas sempre representaram um pólo de atração econômico, político e cultural. Tanto é que as cidades cosmopolitas sempre foram locais de opulência e agitação mental. O cosmopolitismo é receptivo ao outro; isso atrai várias pessoas para o local, o que possibilita trocas espirituais que são um dos motores da evolução das consciências individual e coletiva.

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Mas naturalmente o cosmopolitismo também tem seus perigos. Se uma população inteira se transfere para um local com certas crenças, ela pode romper um delicado equilíbrio de distribuição demográfica e matar o próprio cosmopolitismo. 

O exemplo de Athenas e Esparta é um dos mais significativos exemplos históricos. Athenas era aberta, cosmopolita, intelectual, ao passo que Esparta era tradicional, belicista e fechada. Nas guerras, Esparta conquistou Athenas, mas foi o exemplo de atheniense que ficou na memória do mundo e hoje é inspiração para inúmeras outras sociedades. Como vemos, uma sociedade aberta demais traz perigos, mas foi em Athenas que surgiu os maiores filósofos do pensamento ocidental.

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Neste texto gostaria de lançar a hipótese de que a inclusão dos LGBTs está diretamente ligada ao florescer de uma sociedade. E isso só acontece quando a sociedade é, em algum grau, aberta.

Não pretendo dizer que o florescer econômico de uma sociedade ocorre apenas quando há aceitação dos LGBTs. Afinal, Arábia Saudita e a Inglaterra vitoriana é e foi podre de rica e não havia aceitação e inclusão das minorias sexuais. 

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Quando falo florescer, falo de algo muito mais profundo. Falo da fecundidade das consciências que geram obras de arte, renovação e intelectualidade. E fazer dinheiro não tem nada a ver com ser florescimento. Há sociedades que são podres de ricas, mas que nada oferecem ao mundo além de commodities e matéria prima, como por exemplo o Turcomenistão. Estas ditaduras petrolíferas não nos fornecem ideias, inventos ou soluções para nossos problemas. 

Igualmente, há sociedades fechadas que incluem os LGBTs, como a Índia, por exemplo, em que travestis têm reconhecimento social. Mas essa inclusão é fechada dentro da tradição. Não permite renovação ou debates.

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O tipo de fecundidade a que me refiro ocorre principalmente em sociedades abertas e cosmopolitas. É onde as pessoas podem explorar sua individualidade e suas ideias. E é justamente aí que entra a inclusão dos LGBTs. Convido o leitor a fazer uma lista de grandes invenções que LGBTs deram à humanidade no seio de sociedades abertas. É na dança, na literatura, na pintura, no cinema, nas televisão. Em vários lugares onde há grandes obras, há a "nota" LGBT.

Creio, portanto, que a inclusão dos LGBTs em uma sociedade possui um papel bastante importante no seu florescimento espiritual e, principalmente, no nascimento de valores verdadeiramente humanistas

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E vocês, o que têm a dizer sobre isso?

Amor e Paz

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