segunda-feira, 12 de setembro de 2016

A frequencia a instituições

Atualmente eu percebo que muitas instituições têm minguado com relação à frequencia das pessoas. Embora a filiação a uma instituição religiosa ou filosófica ainda seja forte, há cada vez mais Igrejas Católicas vazias, Lojas maçônicas que não conseguem o número de membros suficientes para abrir uma reunião e uma falta de dinamismo  em muitas lugares. Mas mais do que uma ausência de membros, o que parece estar acontecendo é que é cada vez mais difícil haver aquele velho compromisso que existia na frequencia a um lugar. Parece que as únicas exceções a isso são as igrejas neopentecostais, que contam com um cada vez maior número de membros. 

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Há muitos fatores que explicam isso: a perda de fé das pessoas, a existência de múltiplas opções religiosas que faz com que as pessoas pulem de galho em galho ou ainda a simples existência da internet e de inúmeras possibilidades de diversões, que fazem com que seja muito difícil tirar as pessoas de suas casas para qualquer tipo de compromisso com o "sagrado". 

Do meu ponto de vista, eu sempre vi essa coisa de frequentar instituições religiosas ou espiritualistas com certa desconfiança. Isso porque, sendo boa parte das instituições dessa natureza homofóbicas, não vejo razões para frequentar qualquer lugar no qual eu não sou bem vindo. 

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Mas hoje eu vejo que a questão da homossexualidade é uma entre milhares. Há várias pessoas que deixam de frequentar um lugar porque "não concorda com isso ou aquilo", ou porque "não concorda com tudo o que o líder diz" e isso se refere a n temas.

Durante um período considerável de tempo eu achei que a frequencia a uma instituição religiosa/ espiritualista não era necessária. Isso porque bastava a gente pegar o que cada uma tinha de melhor e deixar o resto, fazendo uma colcha de retalhos filosófica, místico e religiosa. Achava que as instituições serviam para nos dar a base de um pensamento, mas que qualquer integrismo religioso ou filosófico, criando uma pessoa que seja um fiel servidor de uma instituição, era desnecessário e fanático.

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Hoje, porém, confesso que ando revendo essas ideias. Por vezes eu sinto muita falta de frequentar uma instituição, um lugar onde eu posso encontrar pessoas que pensam semelhante a mim; comungar com elas e aspirar a ideais comuns. Não se trata, porém, de integrismo religioso, mas sim a necessidade de comunhão espiritual no sentido mais místico deste termo.

Da minha parte, porém, existe um pensamento muito claro em mim: não frequento nenhum lugar onde os heterossexuais podem casar e os homossexuais não. Isso é uma decisão que não será demovida da minha cabeça em hipótese alguma. 

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Por outro lado, pago um preço com esse pensamento, o preço de não ter nenhum lugar onde eu possa repousar a minha alma. Mas o fato é que a minha dignidade vale mais do que o repouso da minha alma. 

Assim, eu sinto muita falta de um lugar e de uma instituição em que eu possa frequentar, mas não vejo solução para o meu problema. 

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E vocês, o que têm a dizer sobre isso?

Também sentem falta disso? Aceitam frequentar uma instituição na qual LGBTs são malvistos ou não podem construir uma família apenas em nome dessa "comunhão interior"? Acham isso normal ou aceitável? Como lidam com isso?

Amor e Paz


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