terça-feira, 6 de setembro de 2016

É um direito da pessoa não se relacionar com negros, afeminados e gordos?

É muito comum ouvirmos muitas pessoas dizerem que não gostam de ficar com negros, afeminados ou gordos. No meio gay então, cujos padrões físicos costumam ser bem elevados, já perdi a conta de quantas vezes já ouvi isso.

As pessoas de humanas costumam dizer que isso é um preconceito socialmente construído e tem que ser desconstruído. Outros, no entanto, se defendem e diz que não se trata de preconceito, mas sim de gosto. 

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Mas o que podemos dizer sobre isso?

Bem, em primeiro lugar gostaria de dizer que já vi milhares de pessoas brancas que SÓ ficam com negros, outros que SÓ ficam com afeminados e outros que NÃO ficam com gente malhada e preferem os gordinhos. Há ainda aqueles que gostam ou não gostam de pelos.

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Ora, por que nesses casos é gosto e nos outros casos é preconceito?

Do meu ponto de vista, creio que o meio termo é um ponto saudável. Isso porque é inegável que todos nós temos gostos que nos são inatos. Assim, discordo bastante de alguns cientistas/ justiceiros sociais que afirmam que tudo é uma construção social e que, num passe de mágica, tudo pode ser desconstruído.

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Por outro lado, não podemos ter a ingenuidade de achar que nossos gostos não tem nenhuma influência do social. Desde que nascemos somos bombardeados com um padrão de homem branco, forte, magro e masculino e é óbvio que muito de nosso gosto sofre essa influência.

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Assim, creio que a resposta para a questão do título é uma atitude intermediária. Podemos, naturalmente, ter nossos gostos sexuais e afetivos. Mas no meio daquilo que definimos como nosso "gosto", é importante deixarmos a porta da nossa mente aberta para a ampliação de experiências. Até porque sexualmente nós sempre somos muito mais amplos do que acreditamos. Às vezes aquela pessoa negra, gorda e afeminada é uma pessoa maravilhosa para ser um companheiro(a) para a vida e nós a rejeitamos de antemão.

Também não sou favorável a sair acusando as pessoas de racismo, de gordofobia ou de afeminadofobia. Há até quem diga que se um gay não quiser ficar com um homem trans, isso é transfobia. Pessoalmente acho que essa atitude de acusar os outros destes conceitos abstratos inventados por aí muitas vezes deixa o outro lado reativo e tal postura me parece mais estéril do que construtiva. Acusar as pessoas disso ou daquilo não leva a lugar nenhum.

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Por fim, creio que podemos sim ter nossos gostos, mas paralelo a isso, é bastante importante trazermos dentro de nós uma cultura mental de nos abrirmos para o novo e para o diferente. Em nossos desejos sexuais e possibilidades afetivas podemos ser bem mais amplos do que acreditamos ser.

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E vocês, o que pensam sobre isso?

Amor e Paz

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