sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sobre a pornografia

Se tem uma coisa que marca o mundo contemporâneo e ainda ninguém se deu conta disso é a pornografia. Esta, por sua vez, tem uma longa trajetória pela história da humanidade. Desde os vasos e estátuas gregas com pessoas nuas, passando por certos desenhos medievais e chegando até a fotografia, a pornografia teve diferentes formas e níveis de aceitação social. Há de se considerar também que a pornografia e seu acesso também esteve muito associada à relação que a sociedade tinha com o onanismo.

O fato é que atualmente o acesso à pornografia hoje é irrestrito. Isso, naturalmente, tem dois lados. Na internet abundam jovens que se dizem viciados em pornografia. Não é muito difícil encontrar relatos de pessoas que perdem horas do seu dia na pornografia em frente ao computador.

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Embora eu não seja a favor de nenhuma censura a sites pornográficos porque creio que os indivíduos devem ser livres para fazer suas escolhas, isso não significa que não possamos lançar uma crítica sobre o assunto.

Parece ser óbvio afirmar que tudo o que é demais na vida, acaba sendo prejudicial. Muitos antes de mim já chegaram a essa conclusão. Mas mais do que chamar atenção para os excessos, quero chamar a atenção para o fato de que pornografia não é vida real.

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Na vida real as coisas são bem menos intensas do que os filmes eróticos profissionais ou até mesmo amadores e creio que muitas vezes esquecemos disso.

Na internet, temos acesso a todo tipo de fantasias por meio de milhares de categorias eróticas. Nada contra explorar essas fantasias ou alimentar-se momentaneamente dessas coisas. O que eu creio que não pode acontecer é exigir de nosso (a) parceiro (a) que ele (a) esteja à altura ou tenha que preencher TODAS as nossas necessidades e fantasias sexuais.

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Creio que o problema da pornografia não está nela em si, mas sim no fato de ela criar uma desconexão entre o que é fantasia e o que é vida real.

A vida real e cotidiana de um casamento é bem menos fantasiosa e bem menos diversa do que o fantástico mundo da pornografia. Todo casamento cai mais ou menos na rotina. E muitas vezes perdemos a conexão com a pessoa que está ao nosso lado atraído pelas delícias do imenso repertório de satisfação dos desejos que a internet nos oferece.

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Assim, gostaria de convidar ao leitor a pensar na sua relação com a pornografia. Mas não somente no aspecto do vício do onanismo, que consome horas de nosso tempo. Quero convidá-lo a pensar em como ela constroi suas subjetividades eróticas e até que ponto isso não afeta a sua capacidade de se relacionar com os outros.

O fato é que pornografia é muito mais fácil e mais gostoso do que um casamento na vida real - com seus problemas e particularidades. No entanto, depois de gozar em frente ao computador, voltamos àquela patética solidão. Já no sexo real, com todas as suas nuances e curvas pra cima ou para baixo, nos fornece a oportunidade de laços profundos com outras pessoas.

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Reparem bem o leitor que não estou sequer sugerindo que as pessoas parem de consumir pornografia. O que estou sugerindo é se reflita sobre o tom que se dá a ela e o papel que ela tem na construção de nossos relacionamentos de carne e osso.

Transar em frente ao computador é muito mais fácil. Podemos "fazer" fantasias inconfessáveis. Já transar com gente real dá mais trabalho. Mas será que deixar a profusão de prazeres virtuais predominar sobre as relações reais é o ideal?

Tudo na vida demanda uma sabedoria. E o consumo de pornografia não foge à regra.

O que vocês pensam sobre isso?

Amor e Paz

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