sábado, 29 de outubro de 2016

O poder da fala e o mundo da política

Como digo há tempos, esse blog quase não fala sobre política. Não que não achemos ela importante, mas sim porque nosso foco é outro. Porém, apesar de evitar me imiscuir nos debates políticos e tentar manter a neutralidade sempre que possível, às vezes é importante abordarmos o mundo político.

No Rio de Janeiro, há uma importante eleição em curso que está sendo disputada por um candidato à esquerda e outro candidato ligado à Igreja Universal. Não é minha pretensão dizer ao leitor em quem ele deve votar, embora gostaria que ele optasse por um candidato óbvio. Ainda que muitos de nós possamos não concordar com tudo o que pensa o candidato de esquerda, por ser "radical demais", o candidato da IURD representa algo muito específico para o Rio de Janeiro.

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De qualquer forma, quero chamar a atenção para o jeito de falar desse candidato-pastor. Trata-se de um homem que fala de acordo com técnicas de retórica e expressão muito ligadas à expressão que um pastor deve ter. Ele fala manso e macio, não muda o tom de voz nunca e sua expressão facial se mantém firme e constante. Dá até para sentir uma "paz" no que ele fala. Já o candidato da esquerda, é mais combativo, ataca e traz um tom bélico em tudo o que ele fala.

Certa vez li num texto rosacruz que dizia que há uma relação entre nosso estado mental e nosso estado interior e o modo como nos expressamos. E igualmente, o modo como falamos afeta o nosso estado interior. Quando buscamos nos expressar de maneira calma e tranquila, isso afeta a nossa mente. E, contrariamente, quando estamos colerizados e com raiva, isso se expressa por meio de nossa fala. Assim, uma fala pacífica e mansa representa o domínio de nossas emoções e indicariam nossa evolução espiritual.

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O que a Ordem Rosacruz fala é muito verdadeiro e de grande valor. É preciso procurar vigiar o modo como nos expressamos. Quem já teve oportunidade de conversar com monges ou pessoas que praticam meditação, pode verificar que o tom de voz delas é bastante peculiar. No entanto, embora reconheça o valor do que a Ordem Rosacruz fala, no mundo da política, há de se ter cautela com gente de fala mansa.

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Muita gente por aí odeia Jair Bolsonaro por ele ser um defensor da ditadura militar, por ele agredir as pessoas e ser um preconceituoso. O que vou falar agora vai ser bem polêmico, mas gostaria que o leitor meditasse sobre o tema. Na minha visão pessoalíssima, prefiro mil vezes os gritos e ofensas de Bolsonaro do que a fala mansa e cínica do candidato a prefeito do Rio de Janeiro ligado à Igreja Universal. Pelo menos, quando Jair Bolsonaro grita e ofende, eu sei que ele é meu inimigo, eu sei exatamente quem ele é e o que esperar dele. O que não é o caso desse candidato-pastor. Essa fala mansa expressa cinismo ao extremo, maquiavelismo e um ar mefistofélico que me causa arrepios.

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Assim, embora eu concorde com o que a Ordem Rosacruz afirma sobre o tom de voz, há de se ressaltar que nem sempre fala mansa e suave indica uma boa pessoa. Às vezes é puro teatro para convencer os incautos. Se por um lado uma fala espiritualizada pode indicar paz interior, por outro, às vezes ela é só uma fantasia de cordeiro sobre a pele de um lobo. Há de se ter MUITO cuidado com quem fala macio e manso. Eu prefiro mil vezes o grito declarado dos maus a quem chega de mansinho mas que tem um projeto de poder ligado ao mais abjeto fundamentalismo religioso. 

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Assim, o tom de voz nem sempre está ligado à espiritualidade. Às vezes ele está ligado mesmo a um projeto político de poder.

E vocês, o que têm a dizer sobre isso?

Amor e Paz

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