segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O conceito de personalidade-alma e os LGBTs

De todos os conceitos que o sistema de pensamento rosacruz propõe, o de personalidade-alma sempre me encantou. Embora muitos sistemas de pensamento já tenham explorado as definições de "alma", a ideia rosacruz de personalidade-alma sempre me atraiu muito. Isso porque ele pressupõe a ideia de que nossa personalidade mais profunda provém da nossa essência anímica, a saber, nossa alma. Essa personalidade seria o resultado das experiências de sucessivas encarnações e também de nosso ser mais profundo. Para quem quiser saber uma definição precisa do conceito de personalidade-alma, sugiro a procura do glossário presente no livro "Manual Rosacruz".



Há muito as ciências abandonaram a noção de alma (o que talvez tenha um lado bom). Atualmente são inúmeras as correntes que tentam definir o porque de nós sermos nós. A Biologia falará que nós somos assim por causa da genética; as Ciências Sociais falará que nós somos assim porque somos construídos socialmente e somos frutos de nosso meio; a Psicologia dirá que somos assim devido ao que aconteceu em nossa infância; a História dirá que somos assado por causa dos processos históricos (ok, estou resumindo muito amplamente, tá? Óbvio que as respostas que estas ciências dão são bem mais complexas). De qualquer forma, as ciências - estejam elas no campo das exatas, humanas ou biomédicas - parecem querer dar uma resposta ao problema do Eu.

Mas será que existe algum espaço para a "alma" nessa discussão sobre a personalidade?



Os críticos deste pensamento argumentam que, essa ideia de que a personalidade das pessoas provém da alma, pode gerar preconceitos e não resiste uma análise sociológica. Assim, se vemos um jovem nascido e ciado na favela que vira um bandidão cruel e assassino, fica meio ridículo dizer que isso corresponde a alma dele, sendo que este criminoso, muito provavelmente, é fruto do seu meio social.

Embora eu esteja consciente destes argumentos das ciências sociais, eu me pergunto até que ponto isso é verdadeiro. Se assim o fosse, por que tantas pessoas criadas em extrema pobreza e dificuldades, jamais viram criminosas? Será mesmo que, nessa busca pelo mistério do "Eu", não existe nenhum espaço para uma alma que condicione ou influencie a personalidade?



Enquanto que diversas correntes orientais argumentam que, quando morremos, nossa personalidade seja aniquilada e nos fundimos com Deus, isso não explica a diferença que existe entre os indivíduos em suas aspirações mais profundas. É nesse aspecto que o conceito de personalidade-alma me parece bastante adequado.

Este debate se relaciona aos LGBTs de muitas formas. Será que, ser LGBT, está, de alguma forma, relacionado a essa nossa personalidade mais profunda?



O Grande Mestre da Grande Loja de Língua Francesa da Ordem Rosacruz AMORC, Serge Toussaint, afirma que, de acordo com seu ponto de vista, a homossexualidade existe porque um indivíduo reencarnou várias vezes num corpo feminino e ao reencarnar num corpo masculino, esse histórico de reencarnações se manifesta em nossa personalidade mais profunda por meio de desejos e impulsos.

Embora eu não concorde com essa visão, pois ela tem vários furos de lógica (mas isso é um assunto para outra, embora já tenha falado sobre isso nestes sete anos de blog), trata-se de uma visão que relaciona nossa personalidade atual à trajetória de nossa alma individual (Aliás, convém destacar que o debate sobre as causas da homossexualidade é mais do que superado. Nem sei como tem gente que ainda fala sobre isso hoje em dia). Assim sendo, um aspecto de nossa personalidade, no caso a sexualidade, teria relação com a trajetória de nossa alma.



E vocês, o que têm a dizer sobre isso? Acreditam que as diferenças entre na personalidade dos seres humanos têm origem na alma? Até que ponto isso se relaciona com a sexualidade?

Amor e Paz

Nenhum comentário:

Postar um comentário