segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O comércio e os LGBTs

Apesar de eu ter sido criado num meio que satanizou de todas as formas possíveis o capitalismo e mesmo reconhecendo os horrores que a expansão do capitalismo fez no mundo, sou da linha de pensamento liberal que acredita que foi o capitalismo e mais especificamente o comércio quem mais fizeram a humanidade evoluir. Quando os seres humanos descobriram que fazer trocas comerciais uns com os outros era mais lucrativo do que expansão territorial e guerras com os povos vizinhos, a humanidade se transformou substancialmente.

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Como contraponto a esse raciocínio, muitos citam os absurdos do colonialismo, a pobreza em alguns países etc. Isso pode até ser verdade, mas ao que tudo indica, de maneira geral, a humanidade era muito mais pobre e mais violenta antes do capitalismo do que com a emergência deles. E mais do que isso, morria-se muito mais de doenças e estava-se muito mais sujeito às intempéries do ambiente do que atualmente se está (secas e enchentes que acabavam com a colheita de alimentos, por exemplo).

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Eu respeito todas as opiniões em contrário, mas acredito que o capitalismo melhorou muito a vida das pessoas, ainda que não seja um sistema perfeito e possa sempre ser melhorado.

Mas mais do que o capitalismo, gostaria de falar especificamente sobre o comércio. Quando os países se unificaram, uniformizaram suas moedas, seus pesos e medidas, expandiram a produção e instalaram corpos diplomáticos em outros países, a humanidade passou a trocar muito mais. E isso foi bom para muita gente (ainda que certos grupos possam ter sido massacrados nesse processo). 

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O fato é que o comércio afeta os LGBTs de muitas formas. Muita gente diz que o capitalismo permitiu a inserção dos LGBTs a partir do momento em que o capital descobriu o pink money, ou seja, o dinheiro dos homossexuais. Apesar de reconhecer esse fato, acho que a questão é um pouco mais profunda do que o dinheiro LGBT. O capitalismo permitiu a inserção dos LGBTs porque permite principalmente uma profunda transformação nas mentalidades.

Para começo de conversa, o comércio permite o contato permanente com culturas diferentes. Isso expande o pensamento de muitas maneiras. Não é à toa que cidades mais cosmopolitas tendem a ser bem menos homofóbicas do que cidadezinhas do interior. 

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Com o comércio, cria-se uma classe média que vai viver nas cidades e o fenômeno urbano, por si só, é uma salvação para os homossexuais. É na cidade em que as pessoas podem viver suas vidas em paz, resguardadas pelo anonimato e ainda por cima atingir uma independência financeira longe dos liames homofóbicos da família no interior e da fofoca da vizinha em cidadezinha pequena. Quem já viveu ou estudou sobre como é morar no interior sabe que a vida dos LGBTs nessas lugares é muito mais restrita. 

Além disso, o comércio demanda uma especialização dos serviços, pois cada etapa da produção demanda um profissional diferente. Também estimula o aprendizado de línguas, para que os profissionais tenham a habilidade de operar as trocas com diferentes culturas. Ele demanda viagens. Isso cria empregos que podem ser uma verdadeira libertação para os LGBTs. 

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O comércio demanda uma renovação das ideias e dos produtos, o que incentiva as universidades. No ambiente universitário, as pessoas aprendem a aprofundar o pensamento, tornam o raciocínio mais silogístico e a mente se torna mais analítica. Embora isso não seja uma regra universal, é inegável que quem é mais estudado, tende a ser menos homofóbico. Isso, portanto, melhora o "caldo cultural" da sociedade na qual vivem os LGBTs.

Por fim, o comércio faz as pessoas ficarem mais preocupadas em estudar, se inserir no mercado de trabalho, trocar produtos e entrar na cadeia produtiva do que ficar preocupadas com guerras, com invasões, conquistas territoriais. Essa mudança na ética na guerra faz com que os homens não precisem criar uma masculinidade tão belicosa disposta a defender seus terrenos, posses, frutos e mulheres. Isso permite que outras formas de masculinidade possam se desenvolver. 

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Claro que o que estou falando aqui são tendências. Não significa que o capitalismo não tenha guerras ou sempre seja uma panaceia. Mas no cômpito geral, o comércio criou sociedades muito diferentes do que já o foram as sociedades agrárias e guerreiras do passado. 

Cabe uma reflexão mais aprofundada sobre o assunto. 

E vocês, o que têm a dizer sobre isso?

Amor e Paz

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