sábado, 26 de novembro de 2016

Os cinco graus da trajetória social acerca dos LGBTs

Se tem uma coisa que me assusta no modo como alguns LGBTs conduzem suas vidas, é os horizontes que eles trazem sobre sua condição social. Alguns querem apenas liberdade para fazer sexo de forma marginal, sem que "ninguém saiba dele"; contentam-se em trepar sob as sombras e na marginalidade. Há, por outro lado, uma quantidade significativa de LGBTs que não querem isso para as suas vidas - querem casar, ter uma família e passar o Natal com seus pais e irmãos. Eu me pergunto, como pode pessoas sob a "mesma" condição terem horizontes tão diferentes de vida?

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Isso me leva a indagar sobre os cinco graus da trajetória social sobre os LGBTs e sobre como os próprios LGBTs se encaixam de diferentes maneiras nessas trajetórias. Assim, parece haver cinco graus nas atitudes sociais sobre os LGBTs: perseguição, resistência, tolerância, aceitação e inclusão.

O primeiro destes graus é a perseguição pura e ativa. É quando as minorias sexuais são efetivamente criminalizadas, mortas e silenciadas.

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O segundo grau deste processo parece ser a resistência. É quando os debates sobre o assunto começam a ser feitos e já os agentes da LGBTfobia resistem de todas as formas e ofendem os que defendem a causa LGBT, falam barbaridades sobre nós. São os discursos homofóbicos na mídia, nas igrejas, a luta pela moral e bons costumes, mas onde já não há uma perseguição efetiva, fincando apenas no discurso.



O terceiro grau é a tolerância. Aquela perseguição e a resistência iniciais arrefeceram e as pessoas já não colocam tanta energia mental no combate físico ou intelectual dos LGBTs. É quando as pessoas passam a fingir que não existem. Essa situação quando tem aquele gay na igreja, todo mundo sabe, mas ninguém fala nada e as pessoas toleram. Tolera-se a existência deles desde que em espaços fechados.

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O quarto grau é a aceitação. As pessoas deixam de conceder o "grande favor"de tolerar, deixam de ter aquele sentimento de tolerância rasgada. É aquela amiga ou prima que te ama, mas convida apenas vocês para o casamento dela, não convidando a pessoa que vive com você. Ela aceita o indivíduo, mas não o inclui em suas relações sociais.

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O quinto e último grau, a meu ver, é a inclusão. É quando os LGBTs passam a ser incluídos nas leis, nas instituições, nos costumes, nos rituais sociais e numa gama de valores compartilhados. Eu creio que a gente ainda está construindo, no Brasil, essa quinta etapa.

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Estes cinco graus da trajetória social, evidentemente, são apenas uma forma didática de explicar as diferentres atitudes sociais sobre os LGBT. Mas naturalmente, a vida é bem mais complexa do que essas divisões estanques. Num país, estas mesmas atitudes se entrelaçam e convivem mutuamente, pois os indivíduos com quem lidamos cotidianamente, eles próprios, têm estes diferentes graus em diferentes situações. Há quem "aceite" o gay, mas não tolere o transgênero, por exemplo.

Mas o que eu gostaria de chamar a atenção não é exatamente sobre as atividades que a sociedade têm sobre os LGBTs, mas sim sobre as atitudes que eles próprios têm sobre si. É impressionante a quantidade de LGBTs que vejo por aí, que se contentam em ser tolerados e não buscam avançar. Crescem, envelhecem e morrem sem nunca terem tido uma conversa franca com a própria família, sem nunca ter construído um relacionamento com alguém, vivendo de foda em foda por aí de forma marginal; nunca apresentou o companheiro (a) para ninguém da família etc. Acho esse tipo de atitude, a pior coisa que alguém pode fazer para si mesmo.

E vocês, o que têm a dizer sobre isso? Concordam com esses cinco graus de aceitação?

Amor e Paz

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